|
Campanha da Fraternidade Ecumênica – 2010 “ECONOMIA E VIDA”
Com o lema ‘Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro’ iniciamos hoje na Missa da Quarta-feira de Cinzas, na Igreja de Sant’Ana do Mosteiro de São Bento de Sorocaba, celebrada por Dom José Carlos, o tempo da Quaresma. Quarenta dias nos separam da grande festa da Páscoa. E como acontece a cada cinco anos, juntam-se a nós católicos apostólicos romanos, outros cristãos fiéis de outras denominações. Por isso o título Campanha da Fraternidade Ecumênica. Vamos todos procurar trilhar o caminho da conversão proposto por todas as igrejas cristãs que nos convidam a optar por Deus com todo o nosso ser.
Como nos fala Pe. Paulo Bazaglia, ssp, através de seu comentário no Semanário Litúrgico-catequético: O DOMINGO, uma publicação da editora: PIA SOCIEDADE DE SÃO PAULO (PAULUS):
A Quarta-feira de Cinzas, abrindo o tempo da quaresma, convida-nos à revisão de vida e à conversão, como preparação à Páscoa do Senhor. E a conversão se identifica, na prática, com ações de justiça.
Para o povo da Bíblia, as três principais obras de justiça eram a esmola, a oração e o jejum. Mas o ensinamento de Jesus chama a atenção para a hipocrisia que pode se esconder nas práticas de piedade.
A hipocrisia é a máscara que esconde, nas práticas religiosas, alguém preocupado somente em aparecer. Preocupado não com a busca da justiça, mas com a busca da própria vaidade. E então as palavras de Jesus, como sempre, iluminam nosso caminho, fazendo-nos pensar sobre o que trazemos no coração. Dar esmola, mais que dar uns trocados aos necessitados para aliviar a consciência, é solidarizar-se com os que não têm condições de vida digna. Quando nos solidarizamos, realizando ações concretas em favor dos sofredores, mostramos a Deus que nossa esmola é, de fato, expressão de um coração solidário.
A oração ensinada por Jesus só tem sentido se feita com humildade diante de Deus e dos outros. Rezar é confiar em Deus, que nos atende quando rezamos no nome de Jesus, quando pedimos coisas boas – como o dom do Espírito Santo, o perdão e o bem dos outros. Assim mostramos a Deus que nossa oração é expressão de um coração confiante.
O jejum, privação do alimento, traz consigo a denúnicia profética de um mundo injusto, em que uns se deliciam com pratos caríssimos enquanto muitos morrem de fome. Quando nos preocupamos com o outro e conseguimos nos privar de algo por ele, mostramos a Deus que nosso jejum é expressão de um coração generoso.
O que conta é o que trazemos no coração. E Deus bem conhece nosso íntimo. Quem lhe entrega o coração e as boas ações em favor dos irmãos terá recompensa. Os que trombeteiam suas ditas boas ações aos quatro cantos serão conhecidos, mas talvez, em vez de Deus, encontrem somente o próprio orgulho.
Sandra Varchavtchik |